A modelo canadense, Linda Evangelista, de 56 anos, fez um desabafo nas redes sociais sobre um procedimento estético supostamente mal sucedido. O procedimento de criolipólise (ou coolsculpting), utilizado para reduzir gordura, teria sido realizado com negligência, segundo ela.

O tratamento estético se tornou o queridinho em pouco tempo, pois oferece a redução permanente da gordura, sem cirurgia e possibilitando ao paciente retornar às suas atividades diárias normais no dia seguinte ao procedimento. 

Podendo ser realizado para eliminar o acúmulo de gordura localizada em várias partes do corpo, as aplicações mais comuns são nas regiões das coxas, abdômen, tórax, quadril, braços e papada, por exemplo. Por isso, a notícia gerou diversas dúvidas nos profissionais que conhecem superficialmente a área da Saúde Estética.

O relato de Linda Evangelista

Na nota de Linda, não fica claro o que realmente ocorreu após o procedimento. Surgiram especulações de que ela poderia ter ficado com vergonha de aparecer depois de algum efeito colateral. Também vale lembrar que o fator psicológico também precisa de atenção antes de qualquer tratamento, pois o impacto também pode ser emocional.

“[O procedimento] aumentou, não diminuiu, minhas células de gordura e me deixou permanentemente deformada, mesmo depois de passar por duas cirurgias corretivas dolorosas e malsucedidas. Fui deixada, como a mídia descreveu, ‘irreconhecível’”, conta ela.

Mas de acordo com ela, a negligência, a propaganda enganosa e a falta de alerta sobre efeitos colaterais do procedimento precisam ser debatidos. Alegando estar desfigurada após o erro no procedimento estético causado pelo consultório, ela quer ser indenizada em R$ 267 milhões.

Quais os efeitos colaterais desse procedimento?

A técnica é baseada na intolerância das células de gordura a baixas temperaturas, que se rompem quando estimuladas pelo equipamento. Em geral, as complicações mais comuns são o aparecimento de queimaduras de 2º ou 3º grau.

Além disso, pode ocorrer edema no local do tratamento nos dias seguintes ao procedimento. Mas o efeito adverso, e o mais temido do aparelho, é a hiperplasia, caracterizada pelo aumento da célula de gordura, que ocorreu no caso da modelo.

“Desenvolvi uma hiperplasia adiposa paradoxal, ou PAH [na sigla em inglês], um risco sobre o qual não fui devidamente alertada antes de me submeter ao que fiz”, declara ela nas redes sociais. 

Segundo um estudo feito pela Sociedade de Cirurgia Plástica do Canadá, a partir de 8 mil sessões de criolipólise feitas no país, o efeito indesejado foi registrado em 0,39% dos casos. Portanto, a complicação relatada por Linda Evangelista é incomum, e geralmente ocorre em uma região pequena onde o procedimento foi aplicado. 

Recomendações e contraindicações

Mesmo a criolipólise sendo um tratamento considerado de baixo risco, é importante ressaltar que isso não exime a necessidade de ser realizado em uma clínica confiável, por um profissional qualificado, com um aparelho certificado, e com a manutenção em dia. 

As contraindicações severas são para pessoas que possuem doenças relacionadas ao frio, como crioglobulinemias ou alergia ao frio. Por isso, os Biomédicos Estetas devem ser cautelosos ao preencher a anamnese e avaliar o quadro de saúde geral do paciente.

Apesar de não ter sido divulgado se a modelo Linda Evangelista possuía alguma contraindicação para o procedimento estético, ela afirma que ocorreu negligência por parte da clínica e do profissional que realizava o tratamento.

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