Venho escrever esse texto para inteirar vocês sobre a audiência de BH, e contar como foi todo o processo. Lembrando que tem uma Live salva no meu perfil do Instagram e áudios no meu canal do Telegram. Veja tudo o que rolou na Audiência Pública de BH sobre atuação de profissionais na estética.

Bem, o primeiro dia foi de muita luta para nós profissionais da saúde estética, pois ouvimos durante toda a manhã a classe médica tentando desmerecer e desacreditar nossa atuação na área.

No entanto, ao meu ver o saldo final da audiência foi positivo, pois fomos ouvidos, levamos dados, tivemos a oportunidade de explanar e explicar sobre nossas competências.

A classe médica mais uma vez quis demonstrar que somos incompetentes para atuar com estética, mas quando foi nossa vez de sermos ouvidos mostramos que sabemos lidar com complicações, intercorrências, fazer as aplicações e inclusive ensinamos os médicos sobre os injetáveis na estética, temos muitos alunos médicos que fizeram cursos conosco.

Os médicos mostraram dados sem embasamento, que não são reais. Eles chegaram a levar três pacientes que tiveram intercorrências estéticas para testemunharem como prova contra a nossa atuação, no entanto, explanamos nossa capacitação, soubemos nos colocar como especialistas que somos na estética e refutamos esses argumentos apresentados.

Quando perceberam que a capacidade de atender e aplicar esses procedimentos nós temos, eles tentaram voltar a bater na tecla da Lei do Ato Médico, dizendo que a estética é exclusividade médica, porém os vetos são claros, tanto o que está vetado, quanto às razões dos vetos, esse argumento já está mais do que batido.  Entre os vetos temos:

Incisos I e II do § 4º do art. 4º “I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos; II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;”

Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos médicos procedimentos que já estão consagrados no SUS a partir de uma perspectiva multiprofissional (ex: punções, drenagens e acupuntura).

Diante disso, acredito que a participação de representantes de diversas entidades da saúde, como biomédicos, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos, nos deu força para provar ao Ministério Público de BH, por A mais B, que nossa atuação com estética é legítima.

De uma forma geral acho que conseguimos unir vários da classe para defender nosso interesse. Estou satisfeita com o desenrolar da audiência.

  • Pós Biomedicina Estética 36x

Deixe aqui seu Comentário

Login com:

Loading Facebook Comments ...

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor insira seu comentário aqui!
Please enter your name here

Somos apaixonados pelo que fazemos e fazemos tudo por amor. Nosso compromisso é apenas com a verdade e com o que acreditamos e defendemos – a biomedicina estética é legítima, um direito do biomédico, do biomédico esteta, do graduando em biomedicina e, principalmente, de toda a sociedade beneficiada com as informações aqui divulgadas e como caminho de beleza e elevação da auto-estima.

Deixe aqui seu Comentário

Login com: