A presidiária Suzane von Richthofen, inicia a graduação em Biomedicina na Faculdade Anhanguera sediada em Taubaté-SP. Após conseguir autorização da justiça, a condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais começou a frequentar aulas de biomedicina no dia 29 de setembro.   A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou que ela utilizará uma tornozeleira eletrônica, e que iniciará o curso de biomedicina com saída prevista de acordo com determinação judicial.   A detenta que está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé, e no regime semiaberto poderá deixar a unidade a partir das 17h e retornar às 23h55. Em seu primeiro dia de aula na graduação em biomedicina, Suzane foi até a faculdade em um carro solicitado por aplicativo e deixou o local às 21h50.    De acordo com a divulgação oficial, Suzane estava acompanhada por dois advogados, fez a identificação biométrica na catraca e entrou para o primeiro dia de aula. Ainda segundo a SAP, “as medidas de prevenção ao contágio de Covid-19 serão tomadas na penitenciária”, onde a mesma cumpre pena.  

Tentativas antes da biomedicina

  Nos últimos anos, Suzane tentou iniciar diversos cursos, mas não obteve sucesso. Em 2020, ela foi aprovada para em Gestão de Turismo, no Instituto Federal de Campos do Jordão (SP). Ela fez a matrícula, mas não foi para as aulas por não ter sido autorizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a deixar a penitenciária em Tremembé.   Já em 2017, passou em Administração em uma instituição católica em Taubaté. Para pagar as mensalidades, ela se inscreveu no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e foi contemplada. Mesmo assim, não concluiu a matrícula.   Esse ano, a detenta foi autorizada pela Justiça a cursar faculdade de Farmácia, mas decidiu trocar de curso e conseguiu a vaga em biomedicina após obter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   A Faculdade Anhanguera se posicionou publicamente sobre a autorização da justiça:    “Trata diretamente com seus alunos, caso necessário, eventuais ações a respeito de sua frequência e desempenho escolar, pois trata-se de assunto de cunho particular. A instituição ressalta que a matrícula da aluna foi autorizada pela Justiça e esclarece que oferece a todos tratamento igual, conforme determina a legislação brasileira”.  

A autorização para iniciar os estudos na biomedicina

  No início, o pedido para cursar a faculdade teve parecer contrário do Ministério Público, que alegou que não existem garantias para a segurança da detenta. No entanto, segundo a Justiça, ela preenchia todos os requisitos para que tivesse os estudos autorizados.   Consta na sentença a seguinte alegação do desembargador: “Se o que a lei almeja é a reintegração social não há razão para que a mesma fique sem frequentar a faculdade onde conseguiu matrícula e financiamento de seu curso, tendo sido aprovada no ENEM”.   Em outubro de 2015, Suzane obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto e desde então tem benefício a saídas temporárias. Ela também pode deixar a unidade para trabalhar ou estudar, mas depende de autorização.   Agora, se interessando por uma área diferente das que teve contato antes, a detenta em regime semiaberto inicia sua segunda graduação na área da saúde e investe na biomedicina como sua futura carreira. 

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