Veja como foi a palestra Biomedicina Estética Hair Brasil 2014

O Pré-Congresso da Hair Brasil 2014 foi muito bom, com uma plateia muito interessada e atenta, tirando foto dos slides, os patrocinadores do evento estiveram presentes também atentos. Estavam presentes muitos fisioterapeutas e esteticistas que praticamente era o público dominante. O momento em que o público mais interagiu foi na hora que a Dra. Ana Carolina […]
O Pré-Congresso da Hair Brasil 2014 foi muito bom, com uma plateia muito interessada e atenta, tirando foto dos slides, os patrocinadores do evento estiveram presentes também atentos.

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Estavam presentes muitos fisioterapeutas e esteticistas que praticamente era o público dominante. O momento em que o público mais interagiu foi na hora que a Dra. Ana Carolina Puga abordou pontos polêmicos como a atuação multidisciplinar na estética que ainda gera muitas dúvidas e curiosidades. Mesmo tendo apenas 30 minutos para passar todo um conteúdo, Dra. Ana Carolina Puga pôde abordar inúmeros assuntos pertinentes ao exercício das classes profissionais no setor da Saúde Estética.

Disfunções estéticas não são doenças e não têm CID

Estas são alterações adquiridas ou congênitas que afetam as relações biopsicossociais. Tais alterações não implicam em risco de vida ao paciente, mas podem prejudicar a auto-estima e desconforto nos pacientes.

As disfunções estéticas são tratadas pelos profissionais da Estética, (Biomédicos Estetas, Esteticistas, Farmacêuticos Esteticistas, Fisioterapeutas Dermato-Funcionais), pois elas não possuem Código Internacional de Doença – CID. Portanto, não são e não podem ser consideradas como doenças. Gosto de ressaltar esta diferença a fim de esclarecer que todos os profissionais da Estética podem avaliar e diagnosticar uma disfunção estética. Cada profissional contribui a sua maneira no diagnóstico das disfunções estéticas. Cada classe da saúde acrescenta com suas características de conhecimento, recursos e competências. Ou seja, tudo é válido para melhor identificar a necessidade e ansiedade estética de cada paciente. Desta forma, eu sempre tratei todas as disfunções estéticas, mostrando aos meus pacientes que a falta de um tratamento estético poderia levar ao mal funcionamento do organismo e a diminuição da auto-estima. O diagnóstico estético também é essencial para a valorização e diferenciação da atuação profissional no setor da estética, pois passa a ser possível realizar testes de triagem para evitar exposições prejudiciais por meio da utilização de equipamentos e tratamentos. Exemplo mais clássico e prático que usei durante a palestra é o uso de ultrasom e demais eletrocorrentes em pacientes que não sabem que estão grávidas.

O Ato Médico e o impacto no setor da Estética

É sabido por todos que o Ato Médico I como o Ato Médico II representavam ameaças diretas na atuação de todo e qualquer profissional que atua com estética, acupuntura, terapias suplementares e todos os demais direitos adquiridos ao longo da evolução de cada profissão.

Limpeza de pele, carboxiterapia, peelings e todos os demais procedimentos estéticos poderiam sofrer qualquer interpretação sob o olhar médico e poderiam ser considerados como exercício ilegal da medicina. Aí, para podermos atender qualquer paciente seria obrigatório recebê-lo de um encaminhamento médico (lógico que o médico só encaminharia para outro médico) ou pagar para um médico cerca de R$ 5.000,00 pela responsabilidade técnica do estabelecimento estético. Ou seja, a médica nem ia ter que por a mão no paciente para ganhar em cima de nós. Muitas de nós teriam de fechar as portas imediatamente. Imaginem o caos social que a classe médica estava propondo unilateralmente para o nosso setor? A classe médica corporativista e mercantilista subestima, desqualifica, difama e diz inverdades sobre a atuação de todas as classes profissionais que estão representando uma nova opção de escolha à saúde por parte do paciente. Isso tem a ver com a resistência e medo dos médicos diante da crescente inserção dos biomédicos e demais profissionais da saúde na área da estética. Os médicos temem pela concorrência direta.

Consulta Estética

É mito achar que um biomédico ou profissional da saúde não possam realizar consultas estéticas. Quando eu vou ao meu contador, eu pago consulta. Quando eu vou ao meu advogado, eu pago consulta. Quando eu vou ao meu biomédico esteta, eu também posso pagar pela consulta. Vejam bem todo profissional liberal tem o direito de realizar consultas. Até mesmo um pagé, curandeiro e pai de santo fazem consultas.

Não há leis que impeçam a realização de consultas por parte dos profissionais da saúde. As profissões regulamentadas por Conselhos de Classe devem buscar por uma maior aproximação junto a seus profissionais e verificar suas reais necessidades de atuação.

Atuação Multiprofissional na Saúde Estética

A cada dia mais e mais clínicas e centros de estética por todo o Brasil descobrem as inúmeras e incomparáveis vantagens de se contratar um biomédico esteta no lugar de um médico para assumir a responsabilidade técnica dos estabelecimentos, como também, pela possibilidade da realização de procedimentos minimamente invasivos como toxina botulínica, preenchimentos e aplicação de enzimas.

A atuação multiprofissional na estética ser valorizada em todos os aspectos. Biomédicos, Esteticistas, Dentistas, Farmacêuticos, Fisioterapeutas e Nutricionistas devem atuar unidos pela Estética e em parceria sempre que for possível. Assim todos ganham e a união faz a força!

Agradecimentos Especiais

Agradeço à Bioset pelo convite no evento e pela Hair Brasil dar boas vindas à Biomedicina Estética e Biomédicos Estetas.

Dra. Ana Carolina Puga – CRBM 5589

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Mãe da Biomedicina Estética no Brasil Presidente da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética – SBBME Diretora Clínica da ACorPoralle Biomedicina Estética Diretora Acadêmica do Núcleo de Pós-Graduação e Cursos – Nepuga

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