A escolha do melhor peeling
O frio está chegando e nesta época ocorre um aumento dos tratamentos faciais nas Clínicas de Estética, principalmente os peelings para o tratamento de diversas disfunções estéticas como, por exemplo, acne, hiperpigmentação da pele, revitalização, rugas, cicatrizes e estrias.
O peeling tem a função de acelerar o processo de renovação celular através de substâncias químicas (AHA, BHA e PHA), substâncias enzimáticas (Bromelina, Papaína, Pumpkin e Romã) ou por processos mecânicos (Substâncias Abrasivas, Peeling de Cristal e Peeling de Diamante).
Para uma melhor escolha do Peeling e sua aplicação é fundamental conhecer a anatomia e fisiologia da pele e fazer uma anamnese completa do paciente para a determinação de: Grau de envelhecimento da pele e profundidade das rugas (Classificação de Glogau), Fototipo Cutâneo (Classificação de Fitzpatrick), Grau de Acne, Biótipo Cutâneo, Hiperpigmentação e hábitos de vida para um tratamento mais eficaz.
O Peeling Mecânico consiste na aplicação de equipamentos e/ou substâncias abrasivas para a remoção de células do extrato córneo. Em todos os casos a profundidade a ser atingida é dependente do tempo de aplicação e pressão exercida sobre a área aplicada, pode ser utilizado como pré peeling químico.
O Peeling Enzimático tem ação queratolítica e emoliente, quebra a resistência do tecido, pode ser utilizado como pré peeling químico e não tem restrições ao fototipo cutâneo.
O Peeling Químico tem a função de remover proteínas da superfície da pele, principalmente os queratinócitos através da desnaturação dos desmossomos. A escolha do Peeling Químico é a mais complicada, pois além da anamnese também tem que ser considerado os fatores: peso molecular (quanto maior o tamanho da molécula, menor é a penetração); PH (quanto menor o pH, maior poder de penetração); pKa (quanto menor o pka, maior o poder de ação; hidratação ( quanto mais hidratada a pele, maior a penetração) e concentração (quanto mais concentrado, mais forte é o ácido).
Para a sua eficácia os peelings químicos também dependem das variáveis: agente, tempo, camadas, técnica, veículo, biótipo cutâneo, localização anatômica, preparo da pele e uso de medicamentos.
Enfim, o uso correto do peeling depende de muito conhecimento e uma boa anamnese do paciente. Não esquecer que a associação de diferentes tipos de peelings (peelings combinados) vai gerar melhores resultados em menor tempo do que o uso de um determinado peeling isolado.
Boa escolha.
Dra. Camila Caroline Goncales
- Professora de Estética do Centro de Estudos de Cosmetologia Avançada Valmari (CECA);
- Pós-graduanda em Biomedicina Estética pelo Instituto Nepuga Unidade São Paulo (2013-atual);
- Especialização em Hematologia e Hemoterapia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) em 2007;
- Biomédica formada pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) em 2005;
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