Entenda como uma má qualificação do ensino a distância pode interferir na sua inserção no mercado de trabalho da biomedicina estética

A formação e especialização do profissional em biomedicina estética é muito importante, primeiro pela mudança da área e trazer novas perspectivas para o profissional, que quer mudar de vida, e também por estar cuidando de pessoas, seres humanos, mudando a vida e o sonho dos pacientes.

Pensando nisso, a pós-graduação na área estética precisa ter um papel importante quanto a escolha da instituição e a forma como que deseja realizar o curso, sendo da forma presencial ou EaD.

De acordo com os últimos fatos abordados, ser um profissional esteta necessita de uma boa base de estudo e prática, para saber como e qual procedimento ideal a ser executado. Ou seja, uma qualificação a distância jamais dará a segurança e suporte para você, profissional, da área da estética, a realizar os procedimentos e suporte ao seu paciente, além de capacitar tal profissional. E neste ponto que a sua especialização pode te frustrar.

Nós do blog, publicamos uma matéria na quarta-feira (21) alertando o risco iminente dos cursos EAD, na formação de novos biomédicos estetas, e tivemos uma grande repercussão dos profissionais da área diante dos fatos apresentados.

Pós-graduação EaD – da matrícula a frustração

Conversamos com dezenas de pós-graduados que concluíram o curso no formato EAD, em Biomedicina Estética, e que hoje buscam aprimorar os conhecimentos realizando cursos com 100% de prática.

Recebemos vários relatos em nosso blog. Para preservar a imagem desses profissionais que estão frustrados e indignados após a conclusão do curso EaD, optamos por não divulgar suas identidades.

Segundo a concluinte de uma referida instituição EaD, o conteúdo oferecido é basicamente o mesmo de uma pós-graduação presencial. A diferença é que não é realizado aulas práticas, para aplicação em pacientes reais ou até mesmo vivenciando o dia a dia em uma clínica de estética, deixando evidente a insegurança para esses profissionais realizarem tais procedimentos. Comentou sobre o relato.

Ressalta ainda que, o material é tudo online e somente no final do curso é aplicado uma única prova presencial, sem ao menos ter um treinamento prático. Concluiu.

“Se ‘formar como especialista’ sem ao menos conseguir ter segurança na aplicação dos procedimentos não é uma boa saída. É evidente a nossa frustração que experimentamos a pós 100% online”. Aluna Anônima

Os conselhos profissionais são autarquias públicas que têm como objetivo principal proteger a sociedade do exercício profissional mal capacitado. Se um conselho de classe resolve um dia dar habilitação para um profissional mal capacitado desconsiderando tudo o que for imprescindível para a atuação excelente de seus profissionais, como também, ignorando o zelo à sociedade, o Ministério Público e o Judiciário entram em cena interditando a especialidade. Os conselhos, junto das associações de especialistas, devem trabalhar em conjunto para afastar toda e qualquer possibilidade desse cenário.

O COFEN não habilita caso a pós-graduação não tenha o mínimo de 100 horas práticas. O que também é insuficiente para capacitar um enfermeiro na estética. A “má formação” é um dos principais argumentos que sustenta até hoje a liminar em favor da Medicina que impede os enfermeiros a atuar na estética.

Risco da habilitação concedida pelo conselho

Enfermagem Estética e a Odontologia Estética estão atualmente interditadas pelo Judiciário sob a alegação movida pelo CFM de que os COFEN e CFO estão habilitando ou liberando profissionais sem habilitação resultando em mais danos estéticos à sociedade do que benefícios de auto-estima. Os médicos atribuem a culpa de um possível aumento brusco nas intercorrências e erros estéticos aos profissionais não médicos que são todos desqualificados para assumir tais responsabilidades.

Assim sendo, toda habilitação emitida por um conselho profissional especialmente na área da saúde, após a conclusão de qualquer meio educacional que não privilegie a prática no exercício profissional em questão, põe em risco a segurança e estabilidade de toda a categoria de especialistas, ou quem sabe, de todos os profissionais estetas. A Justiça Federal e o Ministério Público podem entender que tanto o MEC como os Conselhos não estejam zelando pela boa formação e exercício dos especialistas profissionais.

Ainda, o mais curioso, a Medicina é a única classe da saúde que impede por vias legais toda e qualquer formação e habilitação via EAD ou via presencial que não abordem as boas práticas de ensino e capacitação de um bom médico. Aparentemente, a classe médica se utiliza do argumento “EAD” para sustentar a tese de que profissionais não-médicos especialmente atuantes na estética são desqualificados para a realização de procedimentos invasivos subdérmicos.

Decadência da pós EAD

Em um novo relato, a concluinte afirma que a matrícula na IES foi realizada devido a uma promoção de trabalho onde o cargo exigia um pós-graduado esteta. Para conseguir o reconhecimento profissional precisava da Pós-Graduação em Biomedicina Estética. Com o salário baixo, ficaria apertado arcar com o investimento de uma pós-graduação presencial. A pós-graduada afirma que realizou pesquisas na internet e se identificou com o preço acessível do curso EaD.

“Meus olhos brilharam. Não pensei duas vezes e acabei optando pelo curso 100% online. Hoje estou frustrada e não me sinto preparada para realizar os procedimentos. Se não fosse pelo conhecimento do Material online, seria R$4 mil reais jogados no lixo”. Aluna Anônima

A busca por cursos de aperfeiçoamento após o término do curso é a maior frustração encontrada pelos estetas. O valor pago por esses cursos, acrescentados no valor total pela pós EaD, é maior do que o investimento bruto das mensalidades em outra IES, que oferta pós-graduação presencial em Biomedicina Estética” – diz a biomédica.

A formação de um profissional esteta não se faz apenas com bons textos e vídeos-aulas, mas é preciso, também, muita interatividade presencial para praticar o que é ministrado em sala de aula.

Pós EaD aposta em fragilidade financeira para capacitação de alunos

A busca pela rápida inserção no mercado de trabalho e baixas condições financeiras evidentemente faz com que os profissionais procurem pelo curso em IES que apresentam propostas de investimento abaixo do que é ofertado por uma outra instituição reconhecida pelo MEC. O barato, por diversas vezes, acaba saindo caro.

No Brasil, há algum tempo, predomina o ensino EaD. O fato é que para ter qualidade no ensino clínico na área estética é necessário a realização de práticas. Portanto realizar o curso na modalidade EaD pagando por uma mensalidade de R$279,00 e realizando uma única prova presencial no final do curso não é a melhor saída.

Durante um curso presencial, por exemplo, os alunos deverão ter aulas práticas e teóricas para entender como funcionam os mecanismos bioquímicos e fisiológicos dos procedimentos: indicações, contraindicações, possíveis complicações e soluções.

A qualificação para o mercado de trabalho

O mercado de trabalho irá exigir e muito destes profissionais poucos qualificados e formados por cursos estéticos EaD. Enquanto isso, os conselhos continuam dando habilitação para estetas com capacitação duvidosa pelo formato 100% Online.

É difícil para uma pessoa que mal consegue separar metade do valor de uma mensalidade da graduação em biomedicina, e que quer pagar R$300,00 em uma pós-graduação, achar que conseguirá uma mudança de vida para melhor em um mercado que a cada dia fica mais exigente e competitivo.

No decorrer do caminho irá perceber que mal consegue provisionar um pouco mais de R$300,00 para arcar com um curso de pós-graduação presencial. O investimento de uma clínica é alto e exige bons recursos financeiros ou dinheiro para investir. O valor cobrado por um frasco de botox, por exemplo, custa até 3x mais que a mensalidade da Pós EAD.

“Um curso EAD exige do aluno apenas leitura dos livros e materiais digitais, sem ao menos fazer uma prática para que os alunos possam saber aplicar tais procedimentos.”

Existem inúmeros problemas para quem opta realizar um curso totalmente a distância. A necessidade de falar com um tutor e não conseguir tirar dúvidas na hora que ela surge é um dos principais fatores. O acesso ao portal não é a melhor opção, você no final apenas faz leituras e mais leituras sem ao menos conseguir sanar dúvidas naquele momento.

Biomedicina

O porquê de não fazer pós EAD

A matéria por diversas vezes fica cansativa, e os alunos acabam perdendo o foco. A instituição não tem controle de qual aluno estudou e leu toda a matéria, não é contabilizada falta ou porcentagem de acessos nos materiais.  A realização da prova online, por exemplo, é realizada diretamente de casa com a ajuda do Google e outros diversos sites que fornecem respostas prontas com soluções. Portanto, fica fácil copiar e colar da internet.

Após o término do curso EAD, o concluinte dificilmente consegue a inserção no mercado de trabalho. As clínicas de estética não tem confiança em contratar profissionais estetas que não fizeram ao menos práticas na pós-graduação.

O pós-graduado que não consegue manter um padrão financeiro maior, optando assim pelo curso 100% online, irá perceber que possivelmente não conseguirá pagar por cursos de capacitação prática em Toxina, Preenchimentos e demais procedimentos invasivos subdérmicos. De repente, a ficha cai e os problemas começam a surgir, fazendo com que você perceba que entrou em uma encruzilhada.

A busca desesperada pela inserção no mercado de trabalho é um dos principais fatores que levam estes profissionais formados pelo EAD, sem ter tido ao menos condições de realizar práticas, a cometer erros e danos estéticos.

A Medicina com toda a certeza irá acionar o Ministério Público contra o conselho que concedeu a habilitação. Assim os jornais vão cair matando para difamar a reputação de toda uma classe profissional.

Após o levantamento de todos os argumentos de alunos que concluíram a pós-graduação EAD, concluímos que, o profissional deseja apenas o certificado e a habilitação concedida pelo conselho. Já a IES, por sua vez, apenas quer vender o certificado para esses profissionais ofertando cursos a distância sem a realização de práticas.. No final, os profissionais formados terão o certificado que tanto almejaram, sem ao menos conseguir entrar no mercado esteta.

Conselhos de classe adotam regalias exigidas pelo MEC

Os conselhos e representantes, não podem ceder ou deixar levar pelo simples motivo de arrecadar a anuidade em cima desses profissionais estetas. Onde fica a responsabilidade do conselho com os especialistas bem formados e qualificados? Cabe-se dizer também que é um absurdo o conselho de classe recusar a habilitação para um profissional da saúde que fez vários cursos práticos e habilitar outro profissional da saúde que possui apenas a formação teórica online.

O profissional esteta pode fazer vários cursos práticos, sempre buscando melhorias, ou até mesmo para somar as 360 horas de hands on. Por outro lado, profissionais que realizaram 360 horas de teoria online, que não correspondem à horas relógio de dedicação, possuem a mesma habilitação para manusear uma seringa e fazer a aplicação em pacientes.

É incoerente o conselho adotar de olhos vendados as prerrogativas exigidas pelo MEC. São critérios, esses que não levam em conta a formação e capacitação profissional que o leva a exercer procedimentos estéticos com a devida excelência.

Devemos esclarecer que o MEC não tem nenhuma competência e preocupação com a formação prática dos profissionais da saúde. A única competência do MEC é a formação acadêmica e o título acadêmico. Qualquer outro assunto relacionado ao exercício profissional é de competência dos Conselhos em auxílio de associações especialistas.

Habilitação para profissão

É exatamente o que ocorre na Medicina. O graduado acaba de se formar para ser médico e leva o seu diploma e títulos acadêmicos de bacharel em medicina. Esse mesmo profissional paga a anuidade e recebe a habilitação de médico clínico geral ou generalista. Para ser especialista, este profissional precisa fazer uma pós-graduação ou residência e comprovar sua competência prática e teórica a uma associação.

Diante disso, temos o exemplo de um Conselho e uma associação de especialistas trabalhando pela inserção de médicos competentes, ao menos em tese. Outro exemplo disso é o bacharel em Direito que  precisa fazer a prova da OAB para conseguir se tornar um advogado.

Outras profissões têm total liberdade para adotarem prova de título, comprovação de anos de serviço e apresentação da pós-graduação com prática, desde que respeitem os critérios que assegurem a formação de bons especialistas e ou que afastem ao máximo a formação de maus profissionais.

O dia que a medicina descobrir isso, será mais um argumento para que eles realizem o sonho da reserva de mercado.

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